quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Observando o cotidiano.

       Domingo dia 25 de janeiro foi praticado por mim um exercício relativo à Deriva e Flaneur, onde a Deriva consiste em estudar as ações do ambiente urbano nas condições psíquicas e emocionais da pessoa , traçando um mapa do percurso, e o Flaneur que remete à observação do cotidiano.
       O mapa a seguir mostra  o percurso a partir da minha casa, por um caminho que eu costumava fazer à pé quando ainda não tinha uma moto, saindo  da minha casa no bairro Novo Horizonte até o ponto final que é o bairro Cidade Nova, no decorrer do percurso percebi as mudanças e me surgiram algumas lembranças boas e ruins.
      Próximo a minha casa percebi que foram construídas várias casas, e algumas outras abandonadas, onde hoje serve de ponto de encontro para pessoas se drogarem e beber bebidas alcoólicas, passei em frente a casa onde meu pai morou por três anos de aluguel, e onde meu filho passava maior parte do tempo enquanto eu trabalhava.
     Logo à cima o Hospital onde meu "tio padrinho" Josias faleceu, uma pessoa muito importante em minha vida pelos conselhos que me dava na adolescência, virando a direita subindo uma ladeira grande onde as calçadas não tem acessibilidade alguma nem mesmo pra quem não possui deficiência, chego na rua Nagib Mutran onde ficam as lojas, a Igreja São Francisco onde foi registrado meu casamento , a Praça, lá vi os ambulantes bem tranquilos apenas esperando os poucos fregueses que apareciam pra comprar algo por ser domingo ,e o Supermercado onde tive meu primeiro emprego com carteira assinada. 
   Todos os lugares por onde passei me remeteram a uma certa nostalgia onde muitos momentos marcaram minha adolescência, e alguns lugares como próximo a minha rua me trazem pra esse presente perturbador, onde a violência e as drogas me fazem temer o futuro. 
Foto: Paula Corrêa

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