A pintora Tarsila do Amaral pode ser considerada como um ícone da arte
brasileira, a qual criou obras de expressão inigualável para a arte moderna no
Brasil, a partir de 1917. Teve uma formação acadêmica muito sólida, em São Paulo e em Paris, não se
prendendo ao esteticismo e formalidades, sua formação acadêmica reforçou a
singularidade de suas obras e a da cultura popular brasileira.
Tarsila do Amaral foi uma artista muito consciente da sua importância no
movimento modernista, da inserção da sua obra no panorama brasileiro das artes
plásticas, ela integrava a vanguarda intelectual e artística da época. A artista
foi peça chave do movimento modernista.
O “grupo dos cinco”, formado por
intelectuais e artistas fundadores do movimento, como a pintora Anita Malfatti,
amiga que conheceu em 1918 no ateliê de Pedro Alexandrino, seu professor de
desenho e pintura, escritor Oswald de Andrade, namorado da pintora na época e
os escritores Mário de Andrade e Menotti Del Picchia. Estes artistas
agitaram culturalmente São Paulo com reuniões, festas, exposições e conferências.
Em 1922, Tarsila participou da Semana de Arte Moderna, onde este evento, foi o
marco mais caracterizador da presença, entre nós, de uma nova concepção do
fazer e compreender a obra de arte.
Em 1923, Tarsila mostrou a tela “A Negra” ao mestre cubista Fernand Léger, que ficou entusiasmado e mostrou a obra para todos os seus alunos, dizendo se tratar de um trabalho excepcional.
Em 1923, Tarsila mostrou a tela “A Negra” ao mestre cubista Fernand Léger, que ficou entusiasmado e mostrou a obra para todos os seus alunos, dizendo se tratar de um trabalho excepcional.
A figura
da Negra tinha muita ligação com sua infância, pois essas negras eram
geralmente filhas de escravos que tomavam conta das crianças e, algumas vezes,
serviam até de amas de leite. Com esta tela, Tarsila entrou para a história da
arte moderna brasileira.
Na obra apresentada hoje é possível
identificar elementos de influência cubistas ao fundo da tela. Além disso, A Negra é considerada
uma obra antecessora da Antropofagia na pintura de Tarsila.
Negra
Autor: Tarsila do Amaral
Ano: 1923
Técnica: Óleo sobre tela
Tamanho: 100cm x 81,3 cm
Movimento: Modernismo
Autor: Tarsila do Amaral
Ano: 1923
Técnica: Óleo sobre tela
Tamanho: 100cm x 81,3 cm
Movimento: Modernismo
Em um jantar em homenagem ao pai da aviação, Santos Dumont, Tarsila vestiu um casaco vermelho e chamou a atenção de todos por sua beleza e elegância. Pintou o autorretrato ‘Manteau Rouge’ em 1923 depois desta ocasião.
Manteau Rouge
Autor: Tarsila do Amaral
auto- retrato
Ano: 1923
Técnica: Óleo sobre tela
Tamanho: 73 cm x 60 cm
Movimento: Modernismo
A abordagem geométrica da iconografia brasileira durante suas viagens pelo país, vai originar a pintura "Pau Brasil",Tarsila muda seu estilo de pintura onde incorpora temas tropicais e cores brasileiras.
Capa da 1ª Edição do livro de poesias, de Oswaldo de Andrade, ilustrado por Tarsila do Amaral.
Em 1928, pintou o Abaporu (aba = homem; poru = que come), para presentear o então marido Oswald de Andrade, tela batizada por ele e pelo poeta Raul Bopp, tela que inspiraria o movimento antropofágico, servindo como um alerta para a valorização das raízes nacionais e vinculado ao modernismo. Neste período, a geometria é abrandada, as formas crescem, tornam-se orgânicas e adquirem características próprias. Telas como: "O Ovo, O Sono e A lua", compostas de figuras selvagens e misteriosas, aproximam-na do surrealismo.
Em 1928, pintou o Abaporu (aba = homem; poru = que come), para presentear o então marido Oswald de Andrade, tela batizada por ele e pelo poeta Raul Bopp, tela que inspiraria o movimento antropofágico, servindo como um alerta para a valorização das raízes nacionais e vinculado ao modernismo. Neste período, a geometria é abrandada, as formas crescem, tornam-se orgânicas e adquirem características próprias. Telas como: "O Ovo, O Sono e A lua", compostas de figuras selvagens e misteriosas, aproximam-na do surrealismo.
Abaporu
Autor: Tarsila do Amaral
Ano: 1928
Técnica: Óleo sobre tela
Tamanho: 85 cm x 73 cm
Movimento: Modernismo
Antropofagia
Autor: Tarsila do Amaral
Ano: 1929
Técnica: Óleo sobre tela
Tamanho: 1,26 cm x 1,42cm
Movimento: Modernismo
O Ovo
Autor: Tarsila do Amaral
Ano: 1928
Técnica: Óleo sobre tela
Tamanho: 60 cm x 72cm
Movimento: Modernismo
O Sono
Autor: Tarsila do Amaral
Ano: 1928
Técnica: Óleo sobre tela
Tamanho: 1,26 cm x 1,42cm
Movimento: Modernismo
A Lua
Autor: Tarsila do Amaral
Ano: 1928
Técnica: Óleo sobre tela
Tamanho: 1,10 cm x 1,10cm
Movimento: Modernismo
Autor: Tarsila do Amaral
Ano: 1928
Técnica: Óleo sobre tela
Tamanho: 1,10 cm x 1,10cm
Movimento: Modernismo
Em 1950, Sergio Milliet organizou
retrospectiva da artista no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Tarsila participou
também da I Bienal, em 1951. Em 1964, participou da Bienal de Veneza e em 1969
o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro inaugurou uma grande exposição de sua
obra: 50 Anos de Pintura.
Consolidando sua importância para a arte brasileira.
REFERÊNCIAS:
Disponível em: <http://tarsiladoamaral.com.br/biografia-resumida/> Acesso em 18/02/2016
Disponível em:<http://adrianavivarte.blogspot.com.br/2012/07/tarsila-do-amaral.html> Acesso em 18/02/2016










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