domingo, 6 de março de 2016

Exercício sensorial.


Para que se possa entender o assunto a seguir, que serviu como influencia no exercício proposto, no dia 24 de fevereiro na disciplina de Teoria e Crítica da Arte, será preciso fazer um breve resumo sobre a artista plástica Lygia Clark: 


 Lygia Clark

Foi uma pintora e escultora brasileira contemporânea que se auto intitulava "não artista".
É uma das fundadoras do Grupo Neoconcreto e participou da sua primeira exposição em 1959, trocando sua pintura gradualmente por objetos tridimensionais, com a série Bichos de 1960, construções metálicas que se articula por meio de dobradiças e requerem a co-participação do espectador.




 Dedicou-se a exploração sensorial em trabalhos como A Casa É o Corpo, que foi instalada no MAM - RJ e posteriormente na Bienal de Veneza, a obra tem 8 metros de comprimento, simulando um imenso útero a ser penetrado pelo visitante, reproduz sensações de um parto, o expectador tem sensações táteis ao passar por compartimentos denominados penetração, ovulação, germinação e expulsão do ser vivo.  



Entre 1970 e 1976, sua atividade se afasta da produção de objetos estéticos e volta-se sobre tudo para experiencias corporais em que materiais quaisquer estabelecem relações entre os participantes, em 1976 Lygia se dedicou ao estudo das possibilidades terapêuticas da arte sensorial e dos objetos relacionais, Como Baba Antropofágica e Objeto Relacional. À partir de 1980 sua obra ganha reconhecimento internacional, com retrospectivas em várias capitais, e em mostras antológicas da arte internacional do pós- guerra


Lygia Clark - BABA ANTROPOFÁGICA, 1973






Lygia Clark- OBJETO RELACIONAL, 1980




Exercício prático

A partir de um vídeo exibido em sala de aula, falando sobre a artista Lygia Clark, participei de um exercício sensorial, onde meu professor, propôs uma dinâmica com duração de 20 minutos, onde os alunos permaneceram de olhos vedados, e puderam sentir o espaço através do tato. Tive o auxílio de um guia, apenas para evitar possíveis tombos, sendo que a câmera fotográfica do meu celular, serviu para registrar as coisas que meus olhos não podiam ver.
Enquanto estava sem o sentido da visão, procurei me guiar por sons e ruídos, buscando tirar boas fotos mesmo sem poder ver, sentindo texturas e imaginando o que poderia ser.
Tive várias sensações diferentes, senti desequilíbrio, tontura, me sentindo totalmente desorientada, pude sentir a sombra e o calor do sol, escutei os pássaros, pessoas conversando, passos e ruídos de máquinas trabalhando.
Senti principalmente a preocupação de não poder enxergar, enquanto percorria o espaço, imaginava a dificuldade enfrentada por pessoas que perderam ou nasceram sem a visão. Quando o exercício terminou, tive um grande alívio de poder enxergar novamente.
Irei mostrar aqui, as fotos de quando estava de olhos vedados, e logo depois um desdobramento dessas fotografias, buscando uma melhor composição da imagem.

Fotos às escuras:












Fotos às Claras:












Fotos: Paula Corrêa



Referências:
http://brmenosmais.blogspot.com.br/2010_08_01_archive.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lygia_Clark
https://www.escritoriodearte.com/artista/lygia-clark/

quarta-feira, 2 de março de 2016

COMBATENDO O MOSQUITO AEDES AEGYPTI.



No último dia 18 de fevereiro, as turmas de Artes Visuais e Saúde Coletiva  da UNIFESSPA, tiveram a oportunidade de participar de um evento, realizado na Escola Anísio Teixeira, no Dia Nacional de mobilização da educação contra o Zika virus.

No intuito de aprender alguns meios de combater os focos do mosquito aedes aegypti, transmissor de três doenças, a dengue, chikungunya e zika vírus.

 Os alunos do ensino fundamental do sexto ao nono ano, puderam assistir palestras, dramatização com participação do exército brasileiro, e confecção de quatro murais produzidos pelos alunos de Artes Visuais, com a intervenção participativa dos alunos.




Para mim, foi uma nova  experiencia , onde tive o meu primeiro contato com alunos de diferentes idades, e onde pude aprender com eles o processo de trabalho em conjunto, me desprendendo da individualidade, onde a intervenção de pinturas e idéias, foi fundamental para a conclusão dos murais.



É muito importante essa troca de experiencias, pois possibilita novas estratégias de se trabalhar em conjunto, ou futuramente em salas de aulas, este tipo de didática onde a arte é inserida para falar sobre outros assuntos , como a saúde, merece uma atenção maior, e deve sim ser pensada em todas as áreas do conhecimento. Percebi que as crianças ficaram bastante retraídas no início, por não saber se podiam pintar os murais, mas quando foi proposto a intervenção delas, através do uso do grafite, elas ficaram bem a vontade, e se percebia a alegria por estarem participando da pintura.








Nos murais foram pintados desenhos relacionados ao mosquito, numa linguagem que facilitasse o entendimento, e a importância de se combater esse mosquito.






Assista o Vídeo: