Para que se possa entender o assunto a seguir, que serviu como influencia no exercício proposto, no dia 24 de fevereiro na disciplina de Teoria e Crítica da Arte, será preciso fazer um breve resumo sobre a artista plástica Lygia Clark:
Foi uma pintora e escultora brasileira contemporânea que se auto intitulava "não artista".
É uma das fundadoras do Grupo Neoconcreto e participou da sua primeira exposição em 1959, trocando sua pintura gradualmente por objetos tridimensionais, com a série Bichos de 1960, construções metálicas que se articula por meio de dobradiças e requerem a co-participação do espectador.
Dedicou-se a exploração sensorial em trabalhos como A Casa É o Corpo, que foi instalada no MAM - RJ e posteriormente na Bienal de Veneza, a obra tem 8 metros de comprimento, simulando um imenso útero a ser penetrado pelo visitante, reproduz sensações de um parto, o expectador tem sensações táteis ao passar por compartimentos denominados penetração, ovulação, germinação e expulsão do ser vivo.
Entre 1970 e 1976, sua atividade se afasta da produção de objetos estéticos e volta-se sobre tudo para experiencias corporais em que materiais quaisquer estabelecem relações entre os participantes, em 1976 Lygia se dedicou ao estudo das possibilidades terapêuticas da arte sensorial e dos objetos relacionais, Como Baba Antropofágica e Objeto Relacional. À partir de 1980 sua obra ganha reconhecimento internacional, com retrospectivas em várias capitais, e em mostras antológicas da arte internacional do pós- guerra
Lygia Clark - BABA ANTROPOFÁGICA, 1973
Lygia Clark- OBJETO RELACIONAL, 1980
Exercício prático
A partir de um vídeo exibido em sala de aula, falando sobre a artista Lygia Clark, participei de um exercício sensorial, onde meu professor, propôs uma dinâmica com duração de 20 minutos, onde os alunos permaneceram de olhos vedados, e puderam sentir o espaço através do tato. Tive o auxílio de um guia, apenas para evitar possíveis tombos, sendo que a câmera fotográfica do meu celular, serviu para registrar as coisas que meus olhos não podiam ver.
Enquanto estava sem o sentido da visão, procurei me guiar por sons e ruídos, buscando tirar boas fotos mesmo sem poder ver, sentindo texturas e imaginando o que poderia ser.
Tive várias sensações diferentes, senti desequilíbrio, tontura, me sentindo totalmente desorientada, pude sentir a sombra e o calor do sol, escutei os pássaros, pessoas conversando, passos e ruídos de máquinas trabalhando.
Senti principalmente a preocupação de não poder enxergar, enquanto percorria o espaço, imaginava a dificuldade enfrentada por pessoas que perderam ou nasceram sem a visão. Quando o exercício terminou, tive um grande alívio de poder enxergar novamente.
Irei mostrar aqui, as fotos de quando estava de olhos vedados, e logo depois um desdobramento dessas fotografias, buscando uma melhor composição da imagem.
Fotos às escuras:
Fotos às Claras:
Fotos: Paula Corrêa
Referências:
http://brmenosmais.blogspot.com.br/2010_08_01_archive.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lygia_Clark
https://www.escritoriodearte.com/artista/lygia-clark/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lygia_Clark
https://www.escritoriodearte.com/artista/lygia-clark/

























Nenhum comentário:
Postar um comentário