A relação do homem e tudo o que tem
criado como objeto, com a intenção de suprir nossas necessidades desde os
primórdios da humanidade, se tornou essencial para nossa existência, se caso houvesse
uma discussão, ou revolução dos objetos como no texto “Animação Cultural “ de Vilém Flusser, certamente os humanos se renderiam às negociações. A contemporaneidade
tem nos feitos rever a forma de perceber o objeto como ser inanimado, hoje o celular
tornou-se uma extensão do corpo humano, considero as vezes um terceiro braço em
que também nos força a ter um terceiro olho ou uma segunda mente, onde, no
momento em que dirijo um carro posso escrever, ver ou compartilhar mensagens, mesmo
sabendo os perigos que cercam essa escolha. Desempenhar funções básicas e diárias
tornaram-se impensáveis de viver um dia sem fazer o uso dos eletrônicos. O
texto nos faz refletir o quanto pensamos em ser soberanos em relação aos
demais, uma reflexão que fere nosso ego e nos faz repensar que precisamos nos
submeter as necessidades que nós mesmos nos impomos a tê-las.
Pude perceber essa suposta sensação
de superioridade na pele, num momento em minha casa enquanto costurava uma
roupa na máquina de costura, minha sobrinha de nove anos me perguntou se eu não
tinha medo de me machucar com a agulha, e eu rapidamente respondi que não,
porque eu tinha o controle sobre a máquina e sabia como conduzir a costura, mas
logo em seguida distraída, acabei furando o dedo. Provando que nem sempre a certeza
do controle sobre os objetos nos acompanha.

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