terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Minha influência da Arte brasileira.


Olá, esse é o primeiro post do meu blog, me chamo Paula Corrêa, tenho 32 anos e estudante desde 2014 na primeira turma do curso de Artes Visuais, na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará em Marabá, cursando o terceiro semestre, neste post pretendo falar sobre o primeiro contato e influência da arte brasileira que tive, em meu processo de aprendizagem dentro desse meio das Artes Visuais.

Bem, tudo começou a partir de uma visita da turma de artes visuais ao GAM- Galpão de Artes de Marabá, local onde artistas locais se reuniam para expor e produzir seus trabalhos, hoje o local encontra-se fechado, mas em fim, foi lá que tive meu primeiro contato com obras de arte brasileira de diferentes meios de produção e materiais, dentre os artistas locais estavam Vitória Barros, Marcone Moreira, Antônio Botelho, Domingo Nunes entre outros artistas marabaense.



 Fonte: https://gamemrede.wordpress.com

Fiquei muito interessada em conhecer as obras da artista contemporânea Vitória Barros, pois precisava escrever um artigo sobre a mesma e o escultor também brasileiro Antônio Francisco Lisboa o “Aleijadinho’’. Então a partir de uma entrevista realizada no dia 19 de maio de 2015 na residência da Vitória Barros, pude saber um pouco da sua trajetória como artista contemporânea, e do seu interesse pelas artes visuais e de suas obras.

 Vitória Barros
                             

 Desde 1998, época em que ela se uniu a um grupo de artistas da cidade de Marabá onde criaram o GAM, ela conta que sofreu influencia de alguns artistas contemporâneos paraenses da cidade de Belém, como Geraldo Teixeira e Emanuel Franco que ensinaram algumas técnicas e orientações sobre o que era arte contemporânea, enquanto as pessoas pintavam paisagens, natureza e o belo, Vitória achava que deveria fugir dessa mesmice e resolveu investir no contemporâneo.
Em uma de suas aulas do curso de Geografia, ela teve seu incentivo principal, quando ficou impressionada com um texto que se chamava “Ouro branco”, esse texto falava sobre o desperdício da água e a importância da água para o mundo, fazendo Vitória se questionar “As árvores, a água e os animais deveria ser a preocupação de todos nós?”, então Vitória Barros iniciou seu trabalho baseado nas preocupações sociais. Produzindo obras de arte com o uso de cano PVC, surgindo o anseio em estilizar essas árvores na escultura, com canos contorcidos e conexões.


Posso dizer que os dois artistas, tanto Aleijadinho com suas obras apresentando forte caráter religioso, e Vitória Barros com essa preocupação com o meio ambiente, a complexidade e ao mesmo tempo a busca por justificativas e reflexões sociais de suas obras, me motivaram a trabalhar com escultura, feita de materiais descartados em oficinas mecânicas, principalmente por meu esposo ter uma oficina dentro de nossa casa, onde as diversidades de materiais me estimulam a produzir trabalhos a partir desse tipo de material, que nem sempre é descartado de maneira certa e muitas vezes não tem outro destino se não o lixo.

Dessa influência, fiz minha primeira obra de arte chamada “Veneracão” onde a escultura feita de sucata, pode demonstrar como é possível fazer algo que possa ser contemplado ou admirado, a partir de objetos que são descartados por nós no nosso cotidiano, tentando fugir da escultura tradicional trazendo um conceito contemporâneo e que apesar do material usado, este agradasse visualmente e despertasse alguns questionamentos no espectador, como as esculturas da artista Vitória Barros me despertam.


 Ensaio Visual, Veneracão, Paula Corrêa, Marabá, 2015.


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