Olá, esse é o primeiro
post do meu blog, me chamo Paula Corrêa, tenho 32 anos e estudante desde 2014
na primeira turma do curso de Artes Visuais, na Universidade Federal do Sul e
Sudeste do Pará em Marabá, cursando o terceiro semestre, neste post pretendo
falar sobre o primeiro contato e influência da arte brasileira que tive, em meu
processo de aprendizagem dentro desse meio das Artes Visuais.
Bem, tudo começou a partir
de uma visita da turma de artes visuais ao GAM- Galpão de Artes de Marabá, local
onde artistas locais se reuniam para expor e produzir seus trabalhos, hoje o
local encontra-se fechado, mas em fim, foi lá que tive meu primeiro contato com
obras de arte brasileira de diferentes meios de produção e materiais, dentre os
artistas locais estavam Vitória Barros, Marcone Moreira, Antônio Botelho,
Domingo Nunes entre outros artistas marabaense.
Fonte: https://gamemrede.wordpress.com
Fiquei muito interessada
em conhecer as obras da artista contemporânea Vitória Barros, pois precisava
escrever um artigo sobre a mesma e o escultor também brasileiro Antônio
Francisco Lisboa o “Aleijadinho’’. Então a partir de uma entrevista realizada
no dia 19 de maio de 2015 na residência da Vitória Barros, pude saber um pouco
da sua trajetória como artista contemporânea, e do seu interesse pelas artes
visuais e de suas obras.
Vitória Barros
Desde 1998, época em que ela se uniu a um
grupo de artistas da cidade de Marabá onde criaram o GAM, ela conta que sofreu influencia
de alguns artistas contemporâneos paraenses da cidade de Belém, como Geraldo
Teixeira e Emanuel Franco que ensinaram algumas técnicas e orientações sobre o
que era arte contemporânea, enquanto as pessoas pintavam paisagens, natureza e
o belo, Vitória achava que deveria fugir dessa mesmice e resolveu investir no
contemporâneo.
Em uma de suas aulas do
curso de Geografia, ela teve seu incentivo principal, quando ficou
impressionada com um texto que se chamava “Ouro branco”, esse texto falava
sobre o desperdício da água e a importância da água para o mundo, fazendo
Vitória se questionar “As árvores, a água e os animais deveria ser a
preocupação de todos nós?”, então Vitória Barros iniciou seu trabalho baseado
nas preocupações sociais. Produzindo obras de arte com o uso de cano PVC, surgindo
o anseio em estilizar essas árvores na escultura, com canos contorcidos e
conexões.
Posso dizer que os dois
artistas, tanto Aleijadinho com suas obras apresentando forte caráter
religioso, e Vitória Barros com essa preocupação com o meio ambiente, a
complexidade e ao mesmo tempo a busca por justificativas e reflexões sociais de
suas obras, me motivaram a trabalhar com escultura, feita de materiais
descartados em oficinas mecânicas, principalmente por meu esposo ter uma
oficina dentro de nossa casa, onde as diversidades de materiais me estimulam a produzir
trabalhos a partir desse tipo de material, que nem sempre é descartado de
maneira certa e muitas vezes não tem outro destino se não o lixo.
Dessa
influência, fiz minha primeira obra de arte chamada “Veneracão” onde
a escultura feita de sucata, pode demonstrar como é possível fazer algo que
possa ser contemplado ou admirado, a partir de objetos que são descartados por
nós no nosso cotidiano, tentando fugir da escultura tradicional trazendo um
conceito contemporâneo e que apesar do material usado, este agradasse
visualmente e despertasse alguns questionamentos no espectador, como as
esculturas da artista Vitória Barros me despertam.
Ensaio
Visual, Veneracão, Paula Corrêa, Marabá, 2015.




Olá, Paula!
ResponderExcluirMuito bom o texto.
Sucesso com o blog, e com os estudos.
Obrigado!
ExcluirEm breve estarei postando novidades!
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